Piloto profissional de Jet SKi Freeride destaca a importância da habilitação para esse tipo de atividade

Sétimo melhor do mundo no esporte, Bruno Jacob explica que a falta de fiscalização aumenta a chance de acidentes em todo o país

Um dos melhores pilotos de jet ski freeride do mundo atualmente, o piloto baiano Bruno Jacob, explica que a falta de habilitação e de fiscalização às pessoas que conduzem motos aquáticas em represas, rios e mares de todo o país são os fatores responsáveis pelo crescente e notável número de acidentes registrados a cada ano.

“Infelizmente o Brasil é um dos países onde mais se vende moto aquática e apesar do crescente e bom trabalho feito pela Marinha, ainda não é possível fiscalizar da forma que deveria ser. Tivemos um grande avanço em 2012 quando foi obrigada a realização de horas de aula prática para tirar a habilitação, mas ainda existe muita gente irresponsável que não faz o trabalho correto e coloca em risco outras pessoas. O país precisa de uma Guarda Costeira, como acontece nos EUA devido a grande quantidade de usuários.”

Além de expor pessoas ao risco, o condutor não habilitado desse tipo de veículo prejudica a imagem do atleta profissional de moto aquática, esporte que tem inúmeros representantes no Brasil e no mundo.

“A irresponsabilidade das pessoas que deveriam dar o bom exemplo acaba prejudicando todos os bons navegadores. Na Bahia mesmo lutamos para que continue sendo proibido o aluguel das motos aquáticas e procuramos conscientizar as pessoas a navegarem com segurança.”

Top 10 do mundo, o piloto brasileiro representará o Brasil no Mundial de Jet Ski Freeride 2014. A primeira etapa será disputada entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro em Melbourne, na Austrália.

O piloto, que também é engenheiro e produz jet skis com 95% de materiais recicláveis, o Giro X, fica à disposição para falar sobre a questão da importância da segurança e fiscalização a condutores de motos aquáticas.

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